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EAF apresenta avanços da segunda fase da Rede Privativa Móvel do Governo Federal

13/08/2026

Projeto prevê evolução das comunicações críticas para sistemas móveis avançados de voz e dados, com referências em modelos adotados nos Estados Unidos, Finlândia, França e outras casos de relevância mundial

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) apresentou, em Brasília, o panorama de evolução para a segunda fase da Rede Privativa Móvel de Missão Crítica do Governo Federal. A iniciativa prevê a evolução das comunicações críticas utilizadas pelas forças de segurança para sistemas móveis avançados de voz e dados, tomando como referência experiências internacionais observadas nos Estados Unidos (FirstNet), Finlândia (Erillisverkot) e França (RFF).

Os detalhes foram expostos pelo COO da entidade, Geraldo Segatto, durante o VI Simpósio TelComp 2026, no painel “Infraestrutura Crítica Digital e Segurança Cibernética: Governança, Resiliência e Proteção do Ecossistema Brasileiro de Conectividade”, realizado nos dias 11 e 12. O evento reuniu autoridades, reguladores e lideranças do setor de tecnologia para discutir regulação, inovação, segurança cibernética e proteção da infraestrutura crítica brasileira.

A segunda fase dá continuidade aos avanços alcançados na primeira etapa do projeto, que marcou a integração inédita das comunicações de forças de segurança pública e defesa em Brasília. A Rede Privativa Móvel de Missão Crítica passou a conectar quatro redes e 12 instituições de segurança em uma mesma infraestrutura, permitindo que órgãos que antes operavam em sistemas de rádio independentes passassem a compartilhar comunicações de forma integrada, segura e com criptografia.

Aprofundamento e expansão

Segundo Segatto, o projeto vem sendo estruturado para permitir o salto tecnológico dos sistemas de rádio (Push-to-Talk) para a transmissão de alta velocidade de voz e dados em um modelo de Operadora Móvel Virtual (SMVNO – Secure MVNO). Esse projeto está na fase final de definição do plano de negócios e das diretrizes de governança junto ao Ministério das Comunicações, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Anatel.

“Nós buscamos no mercado mundial as principais referências. Conhecemos os projetos da FirstNet nos Estados Unidos, o RFF na França, Finlândia, Espanha… países que foram líderes nesse tipo de projeto de integração de redes de segurança e evolução para transmitir dados e voz, não ficando limitados apenas ao Push-to-Talk”, destacou Geraldo Segatto.

A implantação da SMVNO garantirá níveis adicionais de segurança, priorização de tráfego para agentes de segurança pública em situações de emergência e interconexão protegida entre redes. Após a validação do modelo no Distrito Federal, a perspectiva é expandir a solução para todo o país, interconectando as comunicações de missão crítica das forças de segurança estaduais e federais em escala nacional.

Rede com criptografia de Estado

Outro destaque apresentado por Segatto foi o avanço da implantação da Rede Privativa Fixa, infraestrutura própria de fibra óptica que está sendo implantada pela EAF em anéis metropolitanos subterrâneos nas 27 capitais brasileiras. Aracaju (SE) foi a primeira capital contemplada e já está em operação desde 25 de junho, quando a Agência Nacional de Mineração (ANM) passou a utilizar a rede em ambiente real de produção.

A infraestrutura oferece conexão com maior velocidade, estabilidade e segurança para o tráfego de informações estratégicas da Administração Pública Federal, além de estar preparada para conectar órgãos públicos. Nesta primeira etapa, a rede contempla 414 pontos distribuídos pelas capitais brasileiras, com novas ativações previstas a partir de outubro.

Além da alta capacidade e da resiliência proporcionadas pela infraestrutura de fibra óptica, a rede incorpora uma camada pioneira de criptografia de Estado
com algoritmo e chave criptográfica 100% desenvolvidos por órgão de segurança nacional, ampliando a segurança das comunicações e a proteção de informações estratégicas do Governo Federal.

Infraestrutura crítica e segurança cibernética

Durante o painel, moderado pela advogada Juliana Abrusio, os participantes ressaltaram a importância de combinar infraestrutura robusta, integração de sistemas e mecanismos avançados de proteção para garantir a continuidade de serviços considerados estratégicos para o país.

O debate contou ainda com a participação de Marcelo Malagutti, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI); Gustavo Borges, superintendente-executivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Carlos Raimar Schoeninger, CEO da Padtec; e Marcos Siqueira, CRO da Ascenty. Entre os temas discutidos estavam a gestão da cadeia de suprimentos (supply chain), a auditoria de terceiros (background check), o uso de inteligência artificial para observabilidade de redes e a adoção de políticas corporativas de segurança.

A Rede Privativa do Governo Federal é executada pela EAF, sob supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para o 5G (Gaispi), como parte das obrigações estabelecidas no Leilão do 5G.

EVENTO - EAF apresenta avanços da segunda fase da Rede Privativa Móvel do Governo Federal

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